
Tu chegas, menina,
Sem que eu te evoque,
Tu chegas no toque
Do orvalho na flor...
É como se a vida
Inteira parasse
E o sonho contasse
Histórias de amor...
Ah... chegas, menina,
Quando eu silencio
E quando esse frio
Se infiltra e completa...
E chegas no sonho
Dos olhos cerrados,
Que brincam, alados
No amor do poeta.
Ah... quando tu chegas,
O amor delineia
O olhar da sereia
No do pescador...
E então, me envolvendo
No amor que tu trazes
Tu logo me fazes
Ser o teu cantor.
Ah... quando tu chegas,
A tua poesia
Se deita... macia
Na minha emoção.
E eu vou te instalando
Tão sublimemente,
Confortavelmente...
No meu coração.
Luiz Poeta

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