
Meu poema: flor de pedra
desabrochada no ébano do asfaltobélica e sensual
espada natural
a esgrimir com esguios fantasmas
(umedecida flor!)
lâmina sutil... e a própria Dor...
Empunho a Lira
inspiração, transpiração – a Alma nua
erguido o braço
o peito ardente – destemido
(berro e gemido!)
eu teço versos sob o olho comovido
da grávida, leitosa, boêmia Lua...
Meu poema é flor no espaço
pétalas de mel beijando o aço
boêmio errante
bebendo a madrugada
o Amor fragrante
na Taça de Cristal: espuma e sal
a derramar-se no coral de tua boca!
J.J. Oliveira Gonçalves

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